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  » Notícias
  12/01/2010
  CPT NE 2 FAZ BALANÇO DA REFORMA AGRÁRIA 2009

Chegamos ao final de mais um ano, e a Comissão Pastoral da Terra - Regional Nordeste 2 -  faz uma  avaliação da luta pela Reforma Agrária nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Neste ano de 2009,  foram muitos os desafios que se colocaram para as famílias sem terra, assentadas e as comunidades tradicionais.

Leia abaixo o balanço da Reforma Agrária em 2009

BALANÇO 2009

I - Descaminhos da reforma agrária, omissões governamentais e violências

Em mais um final de ano, a Comissão Pastoral da Terra - Regional NE 2 elabora uma análise e avaliação da conjuntura política e da luta pela Reforma Agrária nos estados de Alagoas, Paraíba,  Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O ano que se encerra trouxe muitos desafios para os camponeses e camponesas envolvidas na luta pela terra. Os trabalhadores se despedem de 2009 sem levar saudades e, para o ano que se aproxima, estarão firmes no enfrentamento de novos cenários e desafios.

2009 foi mais um ano em que o Governo brasileiro reafirmou o abandono total da pauta da Reforma Agrária, com uma permanente paralisação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com falta de recursos e de uma prioridade efetiva para essa fundamental política pública, o que inviabilizou de vez quaisquer medidas que beneficiassem a Reforma Agrária.

Reproduzindo o mau exemplo do Governo Federal, os governos estaduais e a justiça intensificaram em 2009 a postura de conivência com o agronegócio e com o latifúndio, desenvolvendo atos e omissões que os fortaleceram ainda mais.

As tentativas de criminalização dos que lutam pela reforma agrária e pela cidadania livre e com igualdade atingiram patamares alarmantes. No cenário nacional, assistimos às tentativas de implementação da CPI do MST, que representou não apenas o embate de setores conservadores do governo contra um importante movimento social, mas sim contra todos e todas que lutam pela Reforma Agrária no Brasil, movimentos, organizações e sobretudo camponeses e camponesas.

O fortalecimento dessa aliança entre o estado e o latifúndio provocou o aumento da violência contra os trabalhadores rurais nas várias unidades federativas. O exemplo maior dessa escalada da violência foi o aumento drástico de famílias despejadas em ocupações de terra neste ano nos quatro estados.

De fato, os dados parciais da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para o ano de 2008, registraram 40 famílias despejadas em Pernambuco, enquanto no ano de 2009 esse número subiu para 260 famílias. Na Paraíba, 34 famílias haviam sido vítimas de despejo em 2008, crescendo neste ano para 106 famílias. No Rio Grande do Norte, onde em 2008 não foi registrado nenhum despejo, 150 famílias foram despejadas em processos de ocupação no ano de 2009. E o governo de Alagoas ampliou a sua condição de campeão da violência, tendo despejado 700 famílias neste ano de 2009, quando em 2008 o estado já havia expulsado a elevada quantidade de 447 famílias camponesas.   

Também ocorreu o aumento das agressões, prisões e ameaças contra os trabalhadores rurais nos estados do Nordeste. Somente no estado de Pernambuco, foram registradas 14 prisões em 2009, das quais várias foram vítimas de violentos despejos. Em áreas de conflitos indígenas, foram registradas mais de 30 ameaças de prisões contra os povos Xukuru, no município de Pesqueira, no agreste pernambucano.

Enquanto isso, nesses estados acompanhados pela CPT NE 2, o Incra praticamente nada fez em relação às desapropriações, se limitando apenas a desapropriar áreas com processos muito antigos. A ação do Instituto foi centrada apenas na liberação de alguns créditos, sobretudo para reformas de casas. Outra ação priorizada, infelizmente, foi o incentivo do Governo às atividades de expansão do agronegócio também sobre agricultura familiar.

De fato, os pequenos agricultores tem sido estimulados - e mesmo assediados em razão da falta de apoio para outras oportunidades agrícolas - a plantarem mamona, girassol e pinhão manso nos assentamentos, para o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel e a cultivar a cana-de-açúcar para ser transformada em etanol pelas grandes empresas sucroalcooleiras.

Assim, a agricultura camponesa ficou ainda mais ameaçada na medida em que somente houve vultuosos investimentos e apoio públicos para a produção de agrocombustíveis e nenhum apoio à produção alimentar pelos pequenos agricultores. Essa combinação de ações e de políticas negativas, comprometidas com os grandes latifúndios, fortaleceu a investida do agro-hidronegócio sobre os pequenos agricultores, forçando-os a entrar em sua “cadeia” produtiva, sem qualquer autonomia, liberdade ou mesmo proteção.

Os efeitos dessas políticas públicas que fortalecem a concentração de terras e as grandes empresas também se reproduziram na crescente desnacionalização e no aumento da compra de terras e de empresas por grupos estrangeiros. Neste ano de 2009, foi impressionante a investida de fundos de investimentos internacionais e de mega-investidores, como os grupos George Soros e Dreyfus, adquirindo empresas sucroalcooleiras em todo o Brasil, com muitas dessas operações sendo financiadas com recursos públicos através do BNDES.

Por outro lado, ao invés de desapropriar terras para a Reforma Agrária, o Governo patrocinou um crescimento das áreas adquiridas através do crédito fundiário. Em Pernambuco e em Alagoas o combate à produção da cana de açúcar, ao agronegócio, bem como o enfrentamento ao trabalho escravo, ainda constituem um dos maiores desafios para os movimentos de luta pela terra e entidades de direitos humanos, sobretudo diante das conhecidas omissões dos poderes públicos responsáveis pela fiscalização. Várias denúncias foram feitas aos órgãos competentes e apenas algumas originaram um procedimento de fiscalização efetivo e sério por parte do Ministério Público do Trabalho.

Na medida que aumentaram os investimentos públicos para o setor sucroalcooleiro e que avançou a produção da cana de açúcar, cresceram também os números de trabalho análogo à escravidão. Nos últimos dois anos (2008 – 2009) Pernambuco destacou-se entre os estados em que mais foram encontrados trabalhadores em situação de escravidão nos canaviais. De acordo com dados da CPT, em 2008 foram libertados 309 trabalhadores.

Em 2009, foram 369 trabalhadores libertados dos canaviais no estado. O caso mais emblemático de trabalho escravo em Pernambuco aconteceu em 12 de fevereiro, no município de Aliança, quando auditores do Ministério do Trabalho e Emprego libertaram 252 trabalhadores da Usina Cruangi S/A, dentre eles 27 menores, sendo que 06 com menos de 16 anos. Todos foram recrutados para o corte de cana e foram encontrados pelo Grupo Móvel de Erradicação do Trabalho Escravo sem as mínimas condições de trabalho e de dignidade humana. Um dos casos mais graves de violações aos direitos e a vidas dos trabalhadores, foi a descoberta, em novembro, de duas mortes de trabalhadores rurais em canaviais do estado de PE, com claras evidências de colapso por super-exploração do trabalho e da falta de acompanhamento da saúde e da segurança do trabalhador canavieiro por parte da usina empregadora.

Além disso, 2009 foi marcado pela expansão cada vez maior do agro-hidronegócio não apenas na zona da mata mas por toda a extensão territorial dos estados nordestinos, do litoral ao sertão, em função do financiamento direcionado da infra-estrutura pelos poderes públicos federal e estaduais, tais como a duplicação da BR-101, a Transnordestina, Destilarias, Refinarias, Transposição do Rio São Francisco, por exemplo. Esses investimentos públicos tiveram o principal objetivo de impulsionar o agro-hidronegócio e o grande capital. Grandes projetos de “desenvolvimento” que se expandiram para novas áreas, afetando mais comunidades tradicionais. Como conseqüência direta, ocorreu nos últimos anos o aumento significativo de comunidades tradicionais que foram envolvidas em conflitos no campo.  Quanto mais o Estado avançou em seu modelo de desenvolvimento concentrador e desigual, mais camponeses foram e continuam sendo expulsos de suas terras.

Bandeiras históricas, assumidas pelos movimentos sociais do campo, chegaram a ser incluídas na pauta no Governo após intensas cobranças e pressões, como a atualização dos índices de produtividade, que permitiria ao Poder Público ampliar o número de propriedades rurais passíveis de desapropriação. Entretanto, o Governo Federal não deu continuidade à revisão dos índices, ficando perdido nas disputas estéreis entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Ministério da Agricultura, que apenas serviram à ofensiva protagonizada pelos setores mais conservadores da sociedade.

Perdeu-se novamente mais uma oportunidade de cumprir com uma demanda histórica dos movimentos de luta pela terra e dos trabalhadores rurais, nas suas justas reivindicações por mais terra, por mais cidadania e por condições adequadas de produção. O Governo Lula chegará ao último ano de seu mandato sem ter realizado nenhuma das medidas indispensáveis para o desenvolvimento do campo com justiça social.

Essa política histórica de recrudescimento contra a Reforma Agrária resultou no fortalecimento do latifúndio no Brasil nos últimos 10 anos. Foi o que comprovou o Censo Agropecuário, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado em setembro de 2009. Os dados revelados pelo Censo alertam para o agravamento da concentração de terras, revelando o Brasil na posição de segundo país de maior concentração de terras no Mundo, perdendo apenas para o Paraguai.

Assim, segundo o mesmo Censo, o Brasil possui um índice Gini de concentração de terras de 0,872, nível  superior aos índices apurados nos anos de 1985 (0,857) e 1995 (0,856).  É importante esclarecer, sobre a gravidade de tais indicadores, que o índice Gini varia de uma escala de 0,0 a 1,0. Um país, com 0.872 se aproxima do grau de concentração absoluta da terra.

Além de denunciar a concentração de terras no Brasil, o Censo traçou o perfil e a produção das atividades agropecuárias das áreas rurais. A conclusão colocou em cheque o modelo de produção do agronegócio: o alimento que chega à mesa das famílias brasileiras na verdade é garantido pela agricultura camponesa. Ela responde por 70% da produção que integra a cesta-básica, por 70% do feijão, por 87% da mandioca, por 58% do leite, por 59% do plantel de suínos e por 50% no de aves. E tem esse desempenho essencial para a vida e para a alimentação da sociedade brasileira apesar de receber um apoio e estímulo muito inferior ao que os governos federal e estaduais destinam ao agronegócio e às grandes empresas.

Reagindo a esse quadro de omissão governamental, a consolidação de experiências agroecológicas, bem como o envolvimento das famílias camponesas em feiras livres e orgânicas, se mostraram como um forte instrumento de resistência camponesa contra o agronegócio nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

As feiras agroecológicas de João Pessoa (PB), as feiras camponesas em Alagoas, e iniciativas realizadas em Apodi, (RN), em Cajazeiras (PB), por exemplo, se consolidaram como uma importante e referencial alternativa de geração de emprego e renda para as famílias envolvidas e como um indicativo para a construção de um novo modelo de produção e de comercialização.

As perspectivas são de maior fortalecimento dessas iniciativas e de que essas experiências venham a se tornar mais sistemáticas, contribuindo para a construção de um outro modelo de reforma agrária e de produção. Iniciativas dessa natureza não levantam a discussão apenas sobre os modos de produção no campo, mas sobretudo sobre o modo de vida no campo e nas cidades, com maior qualidade e equidade. A agroecologia aparece como um diferencial  para as famílias assentadas.

Mesmo que o cenário em 2009 tenha sido de mais um ano de total paralisação da pauta da Reforma Agrária e de investidas violentas contra os que lutam pela terra, as famílias camponesas não esmorecem e nem desanimam. Ainda que nos quatro estados o número de manifestações e ocupações tenha registrado queda em 2009, os trabalhadores seguiram resistindo à violência, da qual continuaram sendo vítimas nos assentamentos e acampamentos.

É necessário, ainda, se fazer um registro sobre uma outra  importante frente de luta do campo, que é a das comunidades tradicionais, cuja pressão organizada levou o Governo Federal a reconhecer e a regularizar algumas áreas de quilombolas e de antigos posseiros, como foi o caso das comunidades de Castainho, em Garanhuns e  de Conceição das Creoulas, em Salgueiro, ambas no Estado de Pernambuco.

É preocupante o fato de que dentre os 06 projetos de lei mais relevantes que tratam sobre a questão territorial quilombola, em tramitação no Congresso Nacional, 05 desses projetos têm como objetivo dificultar a titulação dos territórios quilombolas. Desse modo, para a efetividade do direito humano de acesso ao território para comunidades quilombolas é indispensável que esses 05 projetos de lei não sejam aprovados, o que exigirá muita mobilização e pressão por parte das populações tradicionais.

II - Meio Ambiente

O debate sobre a questão ambiental ocupou espaços no mundo, em razão das imensas ameaças à vida das pessoas, das comunidades e do próprio planeta. No Brasil o tema foi debatido também  por conta da histórica destruição das matas e ecossistemas brasileiros fortemente aumentada atualmente pela expansão do agronegócio. Denúncias internacionais feitas por entidades ambientais e movimentos sociais fizeram com que  as leis ambientais ocupassem o centro das atenções do setor agropecuário no ano de 2009.

Houve uma grande pressão social para a mudança do Código Florestal e a regulamentação dos crimes ambientais. Há muitas décadas a norma vigente já não permitia o cultivo de lavouras nos topos de morros, nas encostas com declive  acima de 45º e nem nas várzeas. Além dessas questões, o código florestal também exige que a propriedade tenha registrada em cartório a chamada "reserva legal". O limite varia de acordo com as regiões. No nordeste os agricultores são obrigados a deixar  20%  da propriedade como reserva. 

Nas áreas de plantação de cana os proprietários sempre se negaram a cumprir a lei afirmando que não tem condições de reverter a destruição da mata nativa dos canaviais por eles próprios efetuada. Essa postura evidencia que esses proprietários exploram a terra, tem lucro e se negam a  devolver alguma coisa para a sociedade e para a preservação do planeta como é o caso das usinas produtoras de açúcar e álcool.

Surpreendentemente, agora no mês de dezembro, o governo baixou um decreto que prorrogou a data para  regularização das propriedades rurais e para sua adequação às exigências das leis ambientais. O prazo que vencia em dezembro deste ano passou para junho de 2011, concedendo-se uma absurda licença de mais 18 meses para os latifundiários continuarem agredindo o meio-ambiente.

Na Usina Trapiche localizada em Pernambuco, por exemplo, foi constado pelo  Ibama  no Rio Sirinhaém e nos seus afluentes, a intensa presença de dejetos orgânicos, fruto da lavagem industrial da cana de açúcar, os quais continuam sendo despejados pela citada Usina. Esse material, segundo o Instituto, é considerado de alto valor poluente, e que foi a causa do morticínio dos peixes e da poluição dos rios Sirinhaém e seus afluentes.  A Usina Trapiche foi multada em R$    1 milhão de reais pelo crime ambiental.

E o que é mais grave ainda é que esses danos ambientais são causados por aquela empresa em áreas de mangue pertencentes à União Federal. Esse uso de bens da sociedade foi cedido há décadas e o Governo teima em não cancelar essa indevida concessão, o que é indispensável para proteger o ecossistema e as populações ribeirinhas agredidas e ameaçadas.

A usina Trapiche é reincidente, em conjunto com todas  as demais 23 usinas de cana-de-açúcar do estado de Pernambuco autuadas por cometerem crime ambiental em julho de 2008. As usinas foram multadas em R$    5 milhões cada, somando um total de R$    120 milhões, mas até então a autuação não teve eficácia, nem aplicação, em face das omissões do Minsitério Público e da sensibilidade permanente do Poder Judiciário aos artifícios e manobras processuais por parte das usinas.

III - CONCLUSÃO

Mesmo sem nenhum investimento para a produção camponesa e para a realização da reforma agrária – e até para denunciar essas graves omissões governamentais – os trabalhadores e seus movimentos resistiram contra a investida do agronegócio, tomando as ruas com a realização de mobilizações em defesa de direitos e contra a conivência dos governos federal e estaduais em favorecimento ao latifúndio e ao agronegócio e pelo limite do tamanho máximo da propriedade.

Em 2010, os trabalhadores continuarão não apenas resistindo à violência do latifúndio e do agronegócio, mas demonstrando, a partir de lutas concretas, que seguirão contribuindo para a construção de um país soberano, justo e sustentável, na defesa de uma reforma agrária profunda, cuja realização defende a integridade de nosso território, a preservação ambiental  e a soberania nacional e alimentar do conjunto da sociedade.

Inserida por: CPT.org.br fonte:  CPT NE 2
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CONFLITOS NO CAMPO DIMINUEM, MAS VIOLÊNCIA CRESCE
De janeiro a junho de 2009, o número de conflitos no campo apresentou queda de 46%, em relação a igual período de 2008. Em contrapartida neste mesmo período a violência que os acompanhou foi bem maior.
A SOJA RESISTE, MAS E A VIDA HUMANA?
Há 35 anos a multinacional Monsanto começou a testar um herbicida à base de um componente químico chamado glifosato
PELA ATUALIZAÇÃO DOS ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE
O anúncio pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva de atualização dos índices de produtividade da terra desencadeou uma furiosa campanha da bancada ruralista contra a medida
SEMINÁRIO REGIONAL DA CEBS ACONTECERÁ NOS DIAS 12 E 13 DE SETEMBRO
“Gente simples, fazendo coisas pequenas em lugar não importantes, conquistam coisa extraordinárias”
AGENTES DA CPT INICIAM CURSO DE CAPACITAÇÃO
Com o objetivo de acumular conhecimentos que possam contribuir na caminhada da CPT juntos as comunidades quilombolas
GRITO DOS EXCLUÍDOS 2009 - ARQUIDIOCESE DE CURITIBA
Acontece no dia 7 de setembro, a partir das 9h, mais uma edição Grito dos Excluídos, no bairro Caximba
GRUPOS DE MULHERES REALIZAM MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DA LEI MARIA DA PENHA
As manifestações em defesa da Lei Maria da Penha (LMP) continuam acontecendo e chegaram ao Distrito Federal
MST DENUNCIA POLÍTICA DE CRIMINALIZAÇÃO DO GOVERNO
A coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul, Nina Tonim, afirmou ontem (24) que a organização
OIT LIGA TRABALHO ESCRAVO A DESMATAMENTO NO BRASIL
Um estudo da Organização Mundial do Trabalho (OIT) indica que o trabalho escravo no Brasil se encontra, principalmente, em zonas de desmatamento da Amazônia
CPT DISCUTE ESTRATÉGIAS EM PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA
Com o objetivo de debater e construir coletivamente formas para o fortalecimento da produção agroecológica/orgânica no município de Mandirituba
ORDENAÇÃO EPISCOPAL
Na próxima sexta-feira (28), às 19h30, será ordenado bispo, pelas mãos de dom Moacyr José Vitti
MOBILIZAÇÃO NACIONAL GARANTE CONQUISTAS PARA REFORMA AGRÁRIA
Atualização dos índices de produtividade, descontingenciamento do orçamento para obtenção de terras e a desapropriação de fazenda em Felisburgo foram solucionadas
MONSANTO AUMENTA ROYALTIES DA SOJA
A Monsanto anunciou aumento de 27% no valor das royalties cobrados em cada saca de semente de soja geneticamente modificada para 2009/10.
24ª ROMARIA DA TERRA DO PARANÁ SERÁ REALIZADA NO DIA 11 DE OUTUBRO
A Comissão Pastoral da Terra do Paraná e a Diocese de Apucarana tem a grande alegria de informar a todas as comunidades e organizações que a 24ª ROMARIA
CPT PARTICIPA DE MOBILIZAÇÕES EM CURITIBA
Ações fazem parte da Jornada Unificada de Lutas e ocorrem amanhã, dia 14, em todo o país
MOVIMENTOS SOCIAIS PROMOVEM AÇÕES EM TODO O PAÍS
Organizações do campo e da cidade se mobilizam entorno da Jornada Unificada de Lutas e irão às ruas no dia 14
MST OCUPA MINISTÉRIO DA FAZENDA
A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil.
JORNADA NACIONAL DE LUTAS
Diversas entidades ligadas aos movimentos popular, sindical e social de Curitiba e Região Metropolitana anunciam uma série de atividades
BRASIL É CONDENADO NA OEA POR GRAMPOS ILEGAIS CONTRA MST
Na quinta-feira (6/8) a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA divulgou a sentença do caso “Escher e outros Vs Brasil”, na qual condena o Brasil
24ª ROMARIA DA TERRA DO PARANÁ É ADIADA
A decisão visa atender as recomendações dos órgãos de Saúde do Paraná que tem orientado a não realização de eventos, concentrações e aglomerações como uma das formas de prevenção contra a Gripe A (H1N1)
AS CONTRADIÇÕES DO CAMPO
Enquanto 43% das terras brasileiras são ocupadas pelos latifúndios, 70% da produção de alimentos são de responsabilidade dos agricultores camponeses
“Nem a modernização e nem o dinheiro fez o agronegócio produzir”
Atualmente o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking dos maiores exportadores de alimentos do mundo. É com esta imagem
Soberania alimentar: uma lógica simples e inclusiva
A professora da Universidade Estadual de Londrina, Eliane Tomiasi Paulino, acredita que este processo de modernização conservadora que acarretou
OS CINCO CLAMORES DA AMAZÔNIA
CEBs realizam encontro em Rondônia e gritam pela vida
DA SUBSISTÊNCIA À MERCADORIA
A trajetória da produção dos alimentos no mundo é marcada pelo atual sistema pautado no modelo capitalista. A contaminação das águas e dos alimentos por meio do uso de agrotóxicos que causam perda na qualidade
“Somos dependentes da produção agrícola”
Segundo Benatto, o uso de agrotóxicos, além causar doenças graves, como desenvolvimento de cânceres e alergias, contamina
A saída está na agroecologia e na produção camponesa/familiar
Alfredo Benatto ressaltou que os produtos produzidos egroecologicamente, além de ter maior valor nutricional, garantem a preservação da
“Aparentemente os produtos orgânicos são mais caros. Vejamos o por que.”
Benatto ao analisar o valor dos alimentos orgânicos reflete sobre o custo de uma contaminação da água quando nossa capacidade de retirar
CONFLITOS NO CAMPO NO PARANÁ EM 2008
Os dados organizados pela CPT mostram queda no número de confltios no campo no Paraná em 2008. No ano passado foram registrados 54
A CONTRA REFORMA AGRÁRIA DO GOVERNO DE LULA NO SEGUNDO MANDATO
O II Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) acabou em 2007, e, o governo não colocou na agenda da reforma agrária a elaboração do III PNRA
DADOS DA CPT REVELAM GEOGRAFIA SÓCIO-ESPACIAL DOS CONFLITOS NO CAMPO
O avanço do desenvolvimento da agricultura capitalista no campo brasileiro em sua versão moderna do agronegócio continua trazendo
CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS SE ESPALHA E AUMENTA VIOLÊNCIA PELO PAÍS
Em 2008 uma nova onda de criminalização dos movimentos sociais do campo e de suas lideranças se propagou Brasil afora. As forças
CONFLITOS NO CAMPO NO BRASIL 2008
Numa visão geral o número de conflitos no campo teve uma queda acentuada, mantendo-se igual, porém, o número
CPT PARANÁ DIVULGA DADOS DOS CONFLITOS NO CAMPO 2008
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) convida os meios de comunicação locais para participar da Coletiva de Imprensa que será realizada amanhã (03), a partir das 14h
DESENVOLVIMENTO DE DOENÇAS TEM RELAÇÃO DIRETA COM O USO DE AGROTÓXICOS
O terceiro dias de atividades da 8ª Jornada de Agroecologia, que reúne 3.500 pessoas, deu continuidade ao ciclo de conferências iniciadas ontem.
8ª JORNADA DE AGROECOLOGIA PROMOVE TROCA DE EXPERIÊNCIAS E SABERES
Do relato nas palavras simples dos homens e mulheres que trabalham a terra vai desenhando-se a construção diária de um projeto de preservação da vida.
CAPITAL TRANSNACIONAL: uma lógica contrária à sustentabilidade
Com o objetivo de ampliar o debate sobre o modelo de produção agrícola adotado no Brasil, ocorreu na manhã desta quinta-feira (28) durante a 8ª Jornada de Agroecologia, conferências...
AGROECOLOGIA EM DEBATE: Foi dada a largada
Começou hoje (27) a 8ª Jornada de Agroecologia que ocorre no município de Francisco Beltrão, região sudoeste do Paraná. O evento, que ocorre até o próximo sábado (30), tem por objetivo fomentar e articular organizações
MST PROMOVE DEBATES CONTRA CRISE EM LONDRINA
A Marcha Contra Crise e pela Reforma Agrária chegou em Londrina no último dia 19
JORNADA DE AGROECOLOGIA COMEÇA NA PRÓXIMA QUARTA
O evento, que ocorre na cidade de Francisco Beltrão, vai até o próximo dia 30
MST REALIZA MARCHA EM ALERTA À CRISE MUNDIAL
A marcha passará por mais de 25 cidades paranaenses promovendo debates com a comunidade
RESULTADO EDITAIS: 003/004/2009
RESULTADO DOS EDITAIS DE SELEÇÃO- CPT- PARANÁ
MILÍCIA ARMADA VOLTA ATACAR ACAMPAMENTO EM GUAIRAÇÁ
Grupo armado invadiu acampamento atirando contra os Sem Terra e incendiou cinco barracos. Não houve feridos porque as famílias conseguiram se esconder em um barracão.
CPT REALIZARÁ 8ª CELEBRAÇÃO DAS ÁGUAS EM JATAIZINHO
Atividade acontecerá no próximo dia 15 de março no município de Jataizinho
24ª ROMARIA DA TERRA SERÁ REALIZADA EM MARILÂNDIA DO SUL
O município está localizado na Diocese de Apucarana, região norte do Estado
24ª ROMARIA DA TERRA ACONTECERÁ NA DIOCESE DE APUCARANA
24 Romaria acontecerá no dia 16 agosto de 2009
LANÇAMENTO DA AGENDA LATINOAMERICANA 2009 EM LONDRINA
Evento acontece no dia 08 de novembro, as 19:30, no auditório do Sindicato dos Bancários.
ROMARIA DA TERRA DENUNCIARÁ AÇÃO DAS MÍLICIAS ARMADAS E A PARALISIA DA REFORMA AGRÁRIA NO PARANÁ
Romaria acontece no próximo domingo, 17/08 em Querência do Norte.
ROMARIA DA TERRA DEVE REUNIR QUINZE MIL PESSOAS EM QUERÊNCIA DO NORTE NO PRÓXIMO DOMINGO
Coletiva de imprensa acontece na sexta-feira, dia 15/08, na sede da CPT em Curitiba
VIA CAMPESINA REALIZA 7ª JORNADA DE AGROECOLOGIA
Atividade acontece em Cascavel nos dias 23 a 26/07
POLÍCIA CIVIL E MÍLICIAS ARMADAS ATERRORIZAM COMUNIDADE QUILOMBOLA NO VALE DO RIBEIRA.
A CPT espera uma investigação rigorosa da atuação da milícia armada em Doutor Ulisses
MIGRANTES SÃO DEMITIDOS E INTIMIDADOS POR REINVINCAR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO
Dezessete assalariados rurais foram demitidos pela USACIGA - Açucar, Álcool e Energia Elétrica S/A
TERROR NO OESTE DO PARANÁ: MÍLICIA PRIVADA DA SOCIEDADE RURAL E NF VOLTA A ATACAR TRABALHADORES SEM TERRA
Pistoleiros destruíram lavouras, escola e até igreja, utilizando caminhão semelhante ao “caveirão”
MILÍCIAS PARAMILITARES E GOVERNO OMISSO SÃO RESPONSÁVEIS PELO AUMENTO DOS CONFLITOS NO CAMPO NO PARANÁ EM 2007
Dados sobre os conflitos no campo são lançados no dia 15 de abril em nível nacional
VIA CAMPESINA PROTESTA CONTRA ATUAL MODELO ENERGÉTICO E A CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS EM 7 ESTADOS
Atos fazem parte da jornada de luta das Mulheres da Via Campesina
CPT REALIZA VII CELEBRAÇÃO EM DEFESA DAS ÁGUAS
A celebração será realizada no dia 9 de março, às 8h30 na cidade de Jataizinho.
SEM TERRA SÃO DESPEJADOS EM RIO BRANCO DO ÍVAI
Após sofrerem pressão da polícia militar durante todo o dia os Sem Terra começam a deixar a área
MILÍCIAS ARMADAS FAZEM MAIS VÍTIMAS NO PARANÁ
2 mortos e 5 feridos em conflito no oeste do Estado